A mão que balança o berço (2025)

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Remake de um dos maiores clássicos dos anos 90. A Mão que Balança o Berço (2025) é um remake audacioso do clássico thriller dos anos 90. A direção de Michelle Garza Cervera traz uma atmosfera moderna, sombria, violenta e elegante, explorando as ansiedades da vida suburbana com um olhar contemporâneo. Mary Elizabeth Winstead entrega uma performance sólida como a mãe paranoica, transmitindo bem a culpa e o medo que a consomem. Maika Monroe interpreta a babá assassina Polly com frieza controlada, olhar penetrante e seu comportamento instável carrega uma tensão latente, embora alguns críticos considerem sua vilania pouco ameaçadora ou forçada.

No entanto, o roteiro sofre com explicações convolutas e uma trama que muitas vezes se atrapalha, sacrificando o suspense em favor de reviravoltas pouco orgânicas.

A atmosfera é bem construída, a trilha sonora intensa e a estética minimalista ajudam a reforçar a sensação de invasão no espaço familiar. O filme apresente pequenas falhas de roteiro, mas que não compromete a trama.

O filme peca na previsibilidade e na superficialidade de alguns arcos: o confronto final, apesar de violento, soa apressado e menos impactante do que poderia ser.

Em resumo, é um remake competente e visualmente atraente, mas que não consegue capturar totalmente o terror psicológico e a complexidade moral que fizeram do original um clássico.

Nota: 3 Estrelas

Léo Vilhena